quinta-feira, 25 de março de 2010

ESTRUTURA DE UM PLANO DE NEGÓCIO

Se você gostaria de iniciar um novo negócio, na área do turismo ou não, saiba que o passo inicial é desenvolver um Plano de Negócio.

Hora de colocar seu sonho no papel

Portanto a partir de agora o Turismo Criativo ira trazer varias informações de como elaborar o seu próprio Plano de Negocio.

Boa leitura.

Estrutura de um plano de negócio

O Plano de Negócio é composto basicamente de oito seções distintas que são:

Sumário Executivo

É a primeira parte que será lida por um eventual investidor. Deve conter os pontos principais e mais interessantes do Plano. Não costuma ter mais de uma página.

Descrição da Empresa

Contém um sumário da empresa, seu modelo de negócio, a natureza, sua história, estrutura legal, localização, objetivos, estratégias e missão. De uma a duas páginas.

Pesquise bastante para elaborar um bom Plano de Negócio

Produtos e Serviços

Descrição dos produtos e serviços da empresa, suas características, forma de uso, especificações, estágio de evolução. Máximo de duas páginas.

Estrutura Organizacional

Como a empresa está organizada internamente, número de funcionários, principais posições, perfil do profissional. Máximo de duas páginas.

Plano de Marketing

Aqui será descrito o setor, o mercado, as tendências, a forma de comercialização, distribuição e divulgação dos produtos, preços, concorrentes e vantagens competitivas. De cinco a seis páginas.

Plano de Negócio te conecta com a realidade

Plano Operacional

Descrição do fluxo operacional, cadeia de suprimentos, controle de qualidade, serviços associados, capacidade produtiva, logística e sistemas de gestão. De três a quatro páginas.

Estrutura de Capitalização

Como a empresa está capitalizada. Quem faz parte da sociedade, necessidades de capital de terceiro, forma de remuneração e estratégias de saída. De duas a três páginas.

Plano Financeiro

Como a empresa se comportará ao longo do tempo do ponto de vista financeiro, descrições e cenários, pressupostos críticos, situação histórica, fluxo de caixa, análise do investimento, demonstrativo de resultados, projeções de balanços e outros indicadores. De cinco a seis páginas.

Um abraço e até o próximo post!

Continue lendo >>

segunda-feira, 22 de março de 2010

A IMPORTÂNCIA DO TURISMO PARA O DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO

O Turismo é a atividade do setor terciário que mais cresce no Brasil (dentre as espécies, significativamente, o turismo ecológico, o turismo de aventura e os cruzeiros marítimos) e no mundo, movimentando, direta ou indiretamente mais de US$ 4 trilhões (2004), criando também, direta ou indiretamente, 170 milhões de postos de trabalho, o que representa 1 de cada 9 empregos criados no mundo.

Turismo e economia

Tal ramo é de fundamental importância para o profissionalismo do setor turístico e necessário para a economia de diversos países com excelente potencial turístico, como o Brasil.

No Brasil, cidades médias e pequenas que são desprovidas de um próprio centro financeiro, precisam de meios para o crescimento de sua economia e de seu desenvolvimento. Alguns exemplos sobre esse caso são: Vitória, Guarujá, Ilha Bela, Ubatuba, Ouro Preto, Tiradentes, Paraty, Angra dos Reis,Armação dos Búzios, Cabo Frio, entre outras.

Grandes metrópoles globais também usam o turismo para sua fonte econômica, apesar de terem uma ampla economia de influência nacional ou internacional, como: São Paulo, Rio de Janeiro, Buenos Aires, Nova York, Los Angeles, Londres, Paris, Tóquio, entre outras. Muitas delas utilizam diversos tipos de turismo, como: de negócios, lazer, cultural,ecológico(mais aplicado em cidades menores com maior área rural, apesar de existirem reservas florestais em algumas metrópoles), etc.

Noite na Av. Paulista – São Paulo / Brasil

Em outros países, entre desenvolvidos e subdesenvolvidos, ocorre o mesmo. Nos Estados Unidos da América, o estado do Havaí, além de ser uma ilha distante do continente, possui também pouca população, em comparação à outros estados, sendo assim, difícil de ter um maior maior crescimento na sua economia. Portanto, o estado teve de optar para o turismo, e hoje é um dos mais famosos pontos turísticos dos Estados Unidos, sendo conhecido por suas belas praias e resorts.

Atualmente, um dos locais que mais crescem com o turismo, é a cidade de Dubai, nos Emirados Árabes Unidos. Pela sua localização, próxima à regiões de conflitos étnicos e religiosos, a cidade teve de enfrentar muitos obstáculos para ser conhecida em diferentes partes do mundo. Conta com os mais exóticos e originais arranha-céus, sendo muitos deles, hotéis, tendo destaque para o Burj Al Arab, cartão postal da cidade, e para o Rose Tower, o hotel mais alto do mundo.

Um abraço e até o próximo post!

Continue lendo >>

PRINCIPAIS PAÍSES EMISSORES DE TURISTAS PARA O BRASIL

O turismo no Brasil se caracteriza por oferecer tanto ao turista brasileiro quanto ao estrangeiro uma gama mais que variada de opções.

Diversidade é a palavra chave do turismo brasileiro

Nos últimos anos, o governo tem feito muitos esforços em políticas públicas para desenvolver o turismo brasileiro, com programas como o Vai Brasil procurando baratear o deslocamento interno, desenvolvendo infra-estrutura turística e capacitando mão-de-obra para o setor, além de aumentar consideravelmente a divulgação do país no exterior.

São notáveis a procura pela Amazônia na região Norte, o litoral na região Nordeste, o Pantanal e o Planalto Central no Centro-Oeste, além do interesse pela arquitetura brasiliense, o turismo histórico em Minas Gerais, o litoral do Rio de Janeiro e da Bahia e os negócios em São Paulo dividem o interesse no Sudeste, e os pampas, o clima frio e a arquitetura germânica no Sul do país.

Atrativos do Brasil

O turismo interno é muito forte economicamente. Os destinos mais procurados pelos brasileiros são São Paulo, Rio de Janeiro e os estados da região Nordeste, principalmente Bahia e Pernambuco.

Segundo a pesquisa "Hábitos de Consumo do Turismo Brasileiro 2009", realizada pelo Vox Populi em novembro de 2009, a Bahia é o destino turístico preferido dentre os turistas que residem no país, já que 21,4% dos turistas que pretendem viajar nos próximos dois anos optarão pelo estado. A vantagem é grande para os demais, Pernambuco, com 11,9%, e São Paulo, com 10,9%, estão, respectivamente, em segundo e terceiro lugares nas categorias pesquisadas.

No turismo internacional, a imagem de que o Brasil é um país muito procurado por turistas estrangeiro, e que esta terra recebe um número enorme de visitantes oriundos de outros países é relativamente enganosa.

Marca Brasil

Apesar das opções variadas e do enorme território a ser visitado, o Brasil não figura sequer entre os trinta países mais visitados do mundo. Alguns fatores como o medo da violência, da má estrutura e falta de pessoal capacitado (como a carência falantes de inglês no serviço público do turismo, por exemplo) podem ser motivos para explicar esta relativamente baixa procura pelo Brasil como destino.

Contudo, ao que tudo indica, a razão principal pela baixa procura por estrangeiros pelo Brasil, se deve pelo fato deste país se encontrar distante dos países grandes emissores de turistas. 85% das viagens aéreas feitas no mundo acontecem em, no máximo, duas horas de vôo.

Rotas aéreas internacionais da TAM

Os problemas estruturais e socioeconômicos do Brasil parecem não interferir tanto no fluxo de turistas estrangeiros, uma vez que, segundo o Plano Aquarela, conduzido pela Embratur, 92% dos estrangeiros que estiveram neste país pretendem voltar.

Mas a situação do turismo no Brasil aos poucos tem melhorado. Em 2005 o Brasil recebe 564.467 turistas a mais que em 2006. Mas ainda assim o número de estrangeiros é muito pequeno se compararmos, por exemplo, à França, um país com o território de tamanho semelhante ao do estado de Minas Gerais, mas que recebe 14 vezes mais visitantes estrangeiros que o Brasil.

Os países que mais enviaram estrangeiros para o Brasil em 2008 foram:

Principais 15 países emissores de turistas para o Brasil em 2008

Posição

País de
origem

Turistas
estrangeiros
2008

%
total

Posição

País de
origem

Turistas
estrangeiros
2008

%
total

Argentina

1.017.675

20,15

Espanha

202.624

4,01

Estados Unidos

625.506

12,39

10º

Uruguai

199.403

3,95

Itália

265.724

5,26

11º

Reino Unido

181.179

3,59

Alemanha

254.264

5,03

12º

Colômbia

96.846

1,92

Chile

240.087

4,75

13º

Peru

93.693

1,86

Portugal

222.558

4,41

14º

Bolívia

84.072

1,66

Paraguai

217.709

4,31

15º

Países Baixos

81.936

1,62

França

214.440

4,25

Um abraço e até o próximo post!

Continue lendo >>

TURISMO NA AMÉRICA LATINA – DADOS E FATOS

Durante vários anos o México tem sido o destino mais visitado por turistas estrangeiros na América Latina. As receitas do turismo internacional são uma importante fonte de divisas para vários dos países da América Latina, e representa um porcentagem importante do PIB e das exportações de bens e serviços, assim como uma fonte importante de emprego, com destaque da República Dominicana.

Países que integram a América Latina

Segundo o Fórum Econômico Mundial vários dos países da América Latina, ainda que apresentam deficiências nas áreas de infra-estrutura e marco jurídico, são competitivas nos aspectos relativos a recursos culturais e naturais, fatores que fazem atrativo realizar investimentos ou desenvolver negócios no setor de viagens e turismo nos países da região.

Por exemplo, o Brasil foi classificado no Índice de Competitividade em Viagens e Turismo de 2009 na posição 45 a nível mundial, mas entre os 133 países avaliados classificou na posição 2 em recursos naturais, e na posição 14 em recursos culturais, ainda classificou na posição 110 em infra-estrutura rodoviária e no 130 em segurança pública.

Atrativos do Brasil

A continuação apresenta-se um resumo das principais estatísticas sobre o turismo nos 20 países da América Latina, incluindo indicadores que refletem a importância que esta atividade tem nas suas economias.

País da América Latina

Chegadas turistas internl. (2008)

Receitas turismo internl. (2008)

Receita média por chegada (2008)

Receitas turismo  % PIB(2003)

Empregos (%) diretos e indiretos no turismo (2005)

Classif. Mundial Competitiv. Turística TTCI* (2009)

Valor do Índice TTCI* (2009)

Argentina

4.665

4.633

993

1,8

9,1

65

4,08

Bolívia

594

275

463

2,2

7,6

114

3,33

Brasil

5.050

5.785

1.146

0,5

7,0

45

4,35

Chile

2.699

1.757

651

1,9

6,8

57

4,18

Colômbia

1.222

1.844

1.509

1,4

5,9

72

3,89

Costa Rica

2.089

2.250

1.077

8,1

13,3

42

4,42

Cuba

2.316

2.267

979

n/d

n/d

n/d

n/d

Equador

1.005

763

759

1,5

7,4

96

3,62

El Salvador

1.385

894

645

3,4

6,8

94

3,63

Guatemala

1.527

1.068

699

2,6

6,0

70

3,90

Haiti

n/d

n/d

685*

3,2

4,7

n/d

n/d

Honduras

899

621

690

5,0

8,5

83

3,77

México

22.637

13.289

587

1,6

14,2

51

4,29

Nicarágua

858

276

322

3,7

5,6

103

3,49

Panamá

1.293

1.408

1.089

6,3

12,9

55

4,23

Paraguai

416*

102*

245*

1,3

6,4

122

3,16

Peru

2.058

1.991

967

1,6

7,6

74

3,88

República Dominicana

3.980

4.176

1.049

18,8

19,8

67

4,03

Uruguai

1.921

1.042

542

3,6

10,7

63

4,09

Venezuela

745

895

1.201

0,4

8,1

104

3,46

* Índice de Competitividade em Viagens e Turismo.

Um abraço e até o próximo post!

Continue lendo >>

O BOOM DO TURISMO NO PERÍODO CONTEMPORÂNEO

Entre 1950 e 1973 se inicia a falar de “boom” turístico. O turismo internacional cresce a um ritmo superior ao de toda a sua história. Este desenvolvimento é consequência da nova ordem internacional, a estabilidade social e o desenvolvimento da cultura do ócio no mundo ocidental. Nesta época se começa a legislar sobre o setor.

Todos os lugares são destinações turística

A recuperação econômica, especialmente da Alemanha e do Japão, foi uma assombrosa elevação dos níveis de renda destes países e fazendo surgir uma classe média estável que começa a interessar-se por viagens.

Entretanto com a recuperação elevando o nível de vida de setores mais importantes da população dos países ocidentais. Surge a chamada sociedade do bem-estar que uma vez com as suas necessidades básicas atendidas passa a buscar o atendimento de novas necessidades.

Aparecendo neste momento a formação educacional e o interesse por viajar e conhecer outras culturas. Por outra parte a nova legislação trabalhista adotando a semana inglesa de 5 dias de trabalho, a redução da jornada de 40 horas semanais, a ampliação das coberturas sociais, potencializam em grande medida o desenvolvimento do ócio e do turismo.

Ócio e turismo

Também estes são os anos em que se desenvolvem os grandes núcleos urbanos e se evidencia a massificação, surge também o desejo de evasão, escapar da rotina das cidades e descansar as mentes da pressão.

Nestes anos se desenvolve a produção de carros em série o que permite acesso cada vez maior a população deste bem, assim com a construção de mais estradas, permite-se um maior fluxo de viajantes.

De fato, a nova estrada dos Alpes que atravessa a Suíça de norte a sul supondo a perda da hegemonia deste país como núcleo receptor, pois eles iam agora cruzar a Suíça para dirigir-se a outros países com melhor clima.

A evasão é substituída pela recreação, o que se supõem um golpe definitivo para as companhias navais, que se vêem obrigadas a destinar seus barcos aos cruzeiros.

Estrada dos Alpes

Todos estes fatores nos levam a era da estandardização padronizando os produtos turísticos. Os grandes operadores turísticos lançam ao mercado milhões de pacotes turísticos idênticos. Na grande maioria utiliza-se de vôos charter, que barateiam o produto e o popularizam. No princípio deste período (1950) havia 25 milhões de turistas, e ao finalizar (1973) havia 190 milhões.

No obstante, esta etapa também se caracteriza pela falta de experiência, o que implica as seguintes consequências. Como a falta de planejamento (se constrói sem fazer nenhuma previsão mínima da demanda ou dos impactos ambientais e sociais que se podem surgir com a chegada massiva de turistas) e o colonialismo turístico (existe uma grande dependência dos operadores estrangeiros estadunidenses, britânicos e alemães fundamentalmente).

Na década de 1970 a crise energética e a consequente inflação, especialmente sentida no setor dos transportes ocasionam um novo período de crise para a indústria turística que se estende até 1978. Esta recessão implica uma redução da capacidade de abaixar os custos e preços para propor uma massificação da oferta e da demanda.

Crise do Petróleo

Na década de 1980 o nível de vida volta a elevar-se e o turismo se converte no motor econômico de muitos países. Esta aceleração do desenvolvimento ocorre devido a melhoria dos transportes com novos e melhores aviões da Boeing e da Airbus, trens de alta velocidade e a consolidação dos novos charter, também observa-se um duro competidor para as companhias regulares que se vem obrigadas a criar suas próprias filiares charter.

Nestes anos se produz uma internacionalização muito marcante das grandes empresas hoteleiras e das operadoras. Buscam novas formas de utilização do tempo livre (parques temáticos, resorts, saúde,…) e aplicando, ainda mais técnicas de marketing, pois o turista tem cada vez mais informação e maior experiência, buscando novos produtos e destinos turísticos, o que gera uma forte competição entre eles.

Diversidade de destinos turísticos

A possibilidade de utilização de ambientes multimídia na comunicação transformarão o sector, tornando o designer dos produtos, a prestação do serviço, a comercialização dos mesmos de uma maneira mais fluida.

Na década de 1990 ocorre grandes acontecimentos, como a queda dos regimes comunistas europeus, a Guerra do Golfo, a unificação alemã, a guerra da Bósnia, que incidem de forma direta na história do turismo. Trata-se de uma etapa de amadurecimento do setor que seguiu crescendo, sendo que de uma maneira mais moderada e controlada.

Os significativos problemas desta época ocasionaram limitações à capacidade receptiva gerando a necessidade de adequar a oferta à demanda existente, empenhando-se no controle de capacidade de carga dos ambientes patrimoniais de importância históricos e diversificando a oferta de produtos e destinos. Tendo ainda a percepção da diversificação da demanda aparecendo novos tipos perfis de turistas que exigiam uma melhor qualidade.

Avanço da tecnologia

O turismo entra como parte fundamental da agenda política de numerosos países que desenvolvendo políticas públicas focadas na promoção, no planejamento e na sua comercialização como uma peça clave do desenvolvimento econômico. Melhorando-se a formação desenvolvendo planos de educação especializada. O objetivo de alcançar um desenvolvimento turístico sustentável mediante a captação de novos mercados e a regulação da sazonalidade.

Também as políticas a nível supranacional que consideram o desenvolvimento turístico como elemento importante como o Tratado de Maastricht em 1992 (livre tráfego de pessoas e mercadorias, cidadania européia), e em 1995 a entrada em vigor Schegen e se eliminam os controles fronteiriços nos países da União Européia.

Todo lugar esta acessível

Ocorre novamente um barateamento das viagens por via aérea por meio das companhias de baixo custo (Low cost) e a liberação das companhias em muitos países e a feroz competição das mesmas. Esta liberalização afeta a outros aspectos dos serviços turísticos como a gestão de aeroportos e sem duvida será aprofundada quando entrar em vigor a chamada Directiva Bolkestein (de liberalização de serviços) em tramite no Parlamento Europeu.

Um abraço e até o próximo post!

Continue lendo >>

quinta-feira, 18 de março de 2010

RELAÇÃO DE ALGUNS CIRCUITOS TURÍSTICOS DE MINAS GERAIS

Postagem com a relação de alguns circuitos turísticos de Minas Gerais com as respectivas cidades que o compõem. Boa leitura.

Circuito dos Diamantes

Vista panorâmica da cidade do Cerro

Cidades envolvidas

  1. Alvorada de Minas
  2. Couto de Magalhães de Minas
  3. Diamantina
  4. Felício dos Santos
  5. Gouveia
  6. Presidente Kubitschek
  7. Santo Antônio do Itambé
  8. São Gonçalo do Rio Preto
  9. Serro

Circuito Serra do Cipó

Serra do Cipó

Cidades envolvidas

  1. Itabira
  2. Itambé do Mato Dentro
  3. Jaboticatubas
  4. Morro do Pilar
  5. Nova União
  6. Santana do Riacho
  7. Serra do Cipó

Circuito Verde – Trilha dos Bandeirantes

Mapa do Circuito

Cidades envolvidas

  1. Betim
  2. Contagem
  3. Esmeraldas
  4. Florestal
  5. Igarapé
  6. Juatuba
  7. Mateus Leme
  8. Ribeirão das Neves
  9. São Joaquim de Bicas

Circuito do Ouro

Santuário do Caraça – Circuito do Ouro

Cidades envolvidas

  1. Barão de Cocais
  2. Bom Jesus do Amparo
  3. Caeté
  4. Catas Altas
  5. Congonhas
  6. Itabira
  7. Itabirito
  8. Mariana
  9. Nova Era
  10. Nova Lima
  11. Ouro Branco
  12. Ouro Preto
  13. Piranga
  14. Raposos
  15. Rio Acima
  16. Sabará
  17. Santa Bárbara
  18. São Gonçalo do Rio Abaixo

Circuito Trilha dos Inconfidentes

Patrimônio histórico arquitetônico de Ritápolis

Cidades envolvidas

  1. Barbacena
  2. Barroso
  3. Coronel Xavier Chaves
  4. Dores dos Campos
  5. Entre Rios de Minas
  6. Lagoa Dourada
  7. Prados
  8. Resende Costa
  9. Ritápolis
  10. Santa Cruz de Minas
  11. São João Del Rei
  12. São Tiago
  13. Tiradentes

Circuito Vilas e Fazendas

Município de Congonhas

Cidades envolvidas

  1. Carandaí
  2. Catas Altas da Noruega
  3. Congonhas
  4. Conselheiro Lafaiete
  5. Cristiano Otoni
  6. Itaverava
  7. Jeceaba
  8. Lamim
  9. Queluzito
  10. Rio Espera
  11. Santana dos Montes
  12. São Brás do Suaçuí

Um abraço e até o próximo post!

Continue lendo >>

segunda-feira, 15 de março de 2010

O DESCOMPASSO ENTRE AS NAÇÕES – DE QUE FORMA A CRISE DOS ANOS 1970 AFETOU A RELAÇÃO ENTRE AS NAÇÕES? (2º PARTE)

De que forma a crise dos anos 1970 afetou a relação entre as nações?

Durante os anos 1960 os países europeus ocidentais (particularmente a Alemanha) e o Japão alcançaram ou ultrapassaram os Estados Unidos em vários campos da economia, enquanto este país tinha crescentes dificuldades em desempenhar o papel de polícia do "mundo livre".

Relações entre as nações

A sobrecarga gerada pelas guerras periféricas (Vietnã e crise cubana) sobre a economia americana, contudo, era sintoma de um problema estrutural: a crise do modelo de acumulação do pós-guerra, assentado no paradigma fordista-keynesiano modelo baseado na produção em grande escala em linha de montagem, apoiada pela intervenção do Estado em apoio à economia e à distribuição de renda).

O capitalismo baseado em indústrias motrizes, como os automóveis e outros bens de consumo durável, encontra seus limites, por razões como a rigidez produzida pela exigência político-ideológica de garantir pleno emprego e conceder aumentos salariais reais continuamente. Isto conduzia ao declínio da taxa de crescimento que atingia seus limites na sociedade de consumo (como ficou claro na Revolução de 1968) e, logo, da de lucros.

Crise no sistema capitalista

Além disso, o tipo de indústrias em que se baseava o american way of life requeria investimentos de porte cada vez maior, tais como a urbanização e a construção de infra-estruturas rodoviárias e de serviços.

Além de considerarmos o enorme desperdício, deve-se levar em conta também que a divisão mundial do trabalho então existente se tornava um entrave para o desenvolvimento deste modelo.

Para enfrentar esse conjunto de problemas, os EUA desencadearam uma contra-ofensiva estratégica, (1) no campo político-ideológico, (2) no âmbito diplomático-militar e (3) na esfera econômico-financeiro-tecnológica.

Esgotamento dos recursos naturais

A preparação ideológica partiu do Clube de Roma que anunciava o iminente esgotamento dos recursos naturais e das formas de energia não-renováveis, e denunciava o crescimento populacional e a destruição do meio ambiente. Era a defesa do crescimento zero, que legitimava o controle demográfico e os movimentos ecológicos, elementos necessários para uma política ampla de reconversão produtiva.

A dimensão diplomático-militar dessa estratégia teve como elemento central a aliança Washington-Pequim e o desengajamento parcial americano em questões locais de segurança, repassando tarefas militares locais a aliados regionais.

No âmbito das questões econômicas, Nixon decretou, em 1971, o fim da paridade do dólar em relação ao ouro e adotou medidas comerciais protecionistas (fim do sistema de Bretton Woods), com o intuito de recuperar a competitividade da economia americana. Ao mesmo tempo, iniciou nesse ano uma política de aumentos reais escalonados no preço do petróleo.

Fim da paridade Dólar Ouro

Em 1973, na esteira da guerra de Yom Kippur, os países árabes quadruplicaram o preço do petróleo, além de decretarem um embargo contra os países que apoiaram Israel.

A Europa Ocidental e o Japão (não produtoras de combustíveis) foram os maiores afetados já que os EUA importavam menos de 10% do Oriente Médio.

Na Europa cada país teve de buscar individualmente fornecedores, o que ameaçou o processo de integração da região. É importante salientar também que a maioria dos membros da OPEP eram aliados dos EUA e que este país também tinha ascendência sobre as empresas transnacionais do setor.

Alta do petróleo prejudica alguns e beneficia outros

Além disso, alguns países do 3º mundo se beneficiariam em certa medida com os aumentos de preço, o que os qualificaria para desempenhar o papel de potências locais, com as quais os EUA dividiriam as tarefas.

Alguns desses países seriam beneficiados com o acúmulo de recursos para a sua industrialização, o que se reforçaria com a transferência de industriais para a periferia.

A aliança com a China visava claramente a objetivos político-diplomáticos: reduzir os custos da contenção da URSS e das revoluções sociais do Terceiro Mundo.

Simultaneamente, oferecia-se ao Kremlin a possibilidade de manter-se a détente. Moscou era estimulada a vender no mercado mundial petróleo e matérias-primas, sobretudo minerais, e a adquirir tecnologia, receber capitais e produtos de consumo.

Os soviéticos entram no jogo do comercio internacional

Ora, por esta via os soviéticos aos poucos se abriam e se vinculavam à economia internacional, justamente num momento em que esta articulara um salto qualitativo.

A reorganização da economia mundial e do seu próprio modelo demandava, por outro lado, um enorme volume de capital, que no primeiro momento só poderia ser obtido através da transferência e concentração de recursos em determinados pólos. Nesse sentido, pode-se observar que o Terceiro Mundo passou cada vez mais a financiar o novo salto econômico do Norte.

Um abraço e até o próximo post!

Continue lendo >>

PLANO DE MANEJO EM UNIDADE DE CONSERVAÇÃO

Para que as Unidades de Conservação consigam desempenhar seu importante papel de proteger o patrimônio natural brasileiro, e favorecer a realização de projetos científicos, ecológicos, econômicos, culturais e recreativos, é fundamental que essas UC’s utilizem dois importantes instrumentos básicos de planejamento: o Plano de Manejo e o Plano de Uso Público.

Modelo de Plano de Manejo

O Plano de Manejo em Unidades de Conservação, tem como objetivo a preservação da biodiversidade biológica e ecossistemas naturais, preservação e proteção de espécies raras, endêmicas, vulneráveis ou em extinção, preservação de recursos de flora e ou fauna, entre outros.

São múltiplos os objetos de conservação da natureza, que variam de acordo com cada unidade de conservação, podendo os objetivos ter maior ou menor significado, dependendo dos objetos de cada UC.

O plano de manejo deve ressaltar claramente de forma organizada e por escrito, quais são as ações que devem ser desenvolvidas em uma área natural, e também deixar bem claro por quem e quando essas ações devem ser executadas.

Unidades de Conservação com Plano de Manejo no Brasil

O plano de manejo é uma técnica ou instrumento que tem como objetivo organizar processos futuros afim de alcançar as metas propostas que tem como produto final o “Plano de Manejo” da unidade de conservação.

Independente da existência de um plano de manejo em uma unidade de conservação essa pode sofrer dois tipos de manejo, de acordo com o site www.ambientebrasil.com.br, são: moderado e intensivo.

  • Manejo moderado é o tipo de manejo realizado quando a unidade não conta ainda com plano de manejo. Sem objetivos claros e bem definidos, as ações restringem a processos empíricos, experiências positivas de outras unidades e a proteção dos recursos naturais e das instalações existentes.
  • Manejo intensivo é adotado quando a unidade de conservação já conta com um plano de manejo especificamente elaborado. Neste caso são desenvolvidas as atividades nele previstas, visando atingir objetivos programados. O termo intensivo não se refere, portanto, ao grau de intensidade de uso, mas sim à maneira ordenada de desenvolvimento da administração e manejo da unidade.

Unidade de Conservação no Brasil

O plano de manejo evolui à medida que suas fases vão sendo desenvolvidas. Se dentro da unidade de conservação algum de seus objetivos for as atividades de uso pela população, tem-se a necessidade de desenvolver e aplicar um Plano de Uso Público.

Segundo Sherre Prince Nelson e Ester Maria Pereira em Ecoturismo – Práticas para Turismo Sustentável, o Plano de Uso Publico é um dos documentos básicos considerados na administração de unidades de conservação. Ele deve designar locais dentro das UC’s para a visitação pública e também definir a forma de manejo mais adequada para estas áreas, de forma a conciliar o uso recreativo com seus outros objetivos primários, como por exemplo, a conservação dos recursos naturais e a pesquisa científica.

Conservação como força motriz do desenvolvimento

A lei do SNUC determina que o plano de manejo deve abranger toda a área da unidade de conservação, sua zona de amortecimento e os corredores ecológicos, incluindo estrutura física e medidas para promover sua integração à vida econômica e social das comunidades do seu entorno. Antes da aprovação do respectivo plano de manejo estão proibidas quaisquer atividades na UC, exceto aquelas destinadas a sua proteção e fiscalização.

um abraço e até o próximo post!

Continue lendo >>

ESCOLAS COM CURSO SUPERIOR EM TURISMO

Esse post é para você que se sente atraído pela temática do turismo, que gostaria de fazer um curso superior na área, porém não sabe onde cursar.

Fiz uma lista com algumas das principais Faculdades e Universidades do estado de Minas Gerais que possuem, entre os Cursos oferecidos o de Turismo.

As principais são:

Faculdade de Ciências Gerenciais Alves Fortes

Cidade: Além do Paraíba - MG

BR 116 Km 820 - 305 - CEP: 36660000

Fone: (32) 3462 7050

Fax: (0xx32) 3462 7055 e 3462 7030

E-mail: pronafor@alemparaiba.com.br 

FAC. DE FILOSOFIA, CIÊNCIAS E LETRAS NOSSA SENHORA DO SION - UEMG

Cidade: Campanha - MG

Rua Padre Natuzzi, 53 - CEP: 37400-000

Fone: (35) 3261-2020

Fax: (35) 3261-2020

Site: www.fccp.br 

E-mail: fccp@fccp.br 

Faculdade de Turismo de Caratinga

Cidade: Caratinga - MG

Rua Joao Pinheiro 168 - Centro - CEP: 35300-037

Fone: (33) 3321-2122

Fax: (33) 3321-1976

E-mail: servicosocial@step.com.br 

UNIVERSIDADE DO VALE DO RIO VERDE DE TRÊS CORAÇÕES – UNINCOR

Cidade: Caxambu - MG

Rua Américo Macedo, 134 - Centro - CEP: 37440-000

Fone: (35) 3341-4667

Fax: (35) 3341-3579

Site: www.unincorbr

E-mail: turismo@caxambu.unincor.br 

Centro Universitário do Leste de Minas Gerais - UnilesteMG

Cidade: Coronel Fabriciano - MG

Av. Pres. Tancredo Neves, 3.500 - Universitário - CEP: 35170-056

Fone: (31) 3846-7907

Fax: (31) 3842-6482

Site: www.unilestemg.br

E-mail: cdr@unilestmg.br 

FUNDAÇÃO EDUCACIONAL COMUNITÁRIA FORMIGUENSE

Cidade: Formiga - MG

Av. Doutor Arnaldo de Sena, 328 - Bairro Água Vermelha - CEP: 35570-000

Fone: (37) 3322-4747

Fax: (37) 3322-4747

Site: www.fuom.br

E-mail: fatur@fuom.br 

FUNDAÇÃO COMUNITÁRIA DE ENSINO SUPERIOR DE ITABIRA - FUNCESI

Cidade: Itabira - MG

Rodovia MG 03 - Córrego Seco - Bairro Areão - CEP: 35900-021

Fone: (31) 3831-6055 

Fax: (31) 3834-4884

Site: www.funcesi.br

E-mail: coordturismo@funcesi.br 

Faculdade Triângulo Mineiro

Cidade: Ituiutaba - MG

Av. Geraldo Atavares, 1980 - Campus Universitário - CP99 - CEP: 38302-000

Fone: (34) 3269-8200

Fax: (34) 3269-8200

Site: www.esccai.com.br

E-mail: turismo@esccai.com.br 

Turismo e Hotelaria

Cidade: Montes Claros - MG

Rua Monte Pascoal, 284 - CEP: 39401-347

Fone: (38) 3214-7100

Fax: (38) 3212-1002

Site: www.fap-moc.com.br

E-mail: padrao@estaminas.com.br

Pontifícia Universidade Católica de Poços de Calda PUC - POÇOS DE CALDAS

Cidade: Poços de Caldas - MG

Av. Pe. Francis Cletus Cox, 1661 - Jd Country Club - CEP: 37701-355

Fone: (35) 3697-3000

Fax: (31) 3697-3001

Site: www.pucpcaldas.br

E-mail: rene@pucpcaldas.br 

Universidade do Vale do Sapucaí

Cidade: Pouso Alegre - MG

Av. Alfredo Custódio de Paula, 240, Medicina - CEP: 37550-000

Fone: (35) 3449-2100

Fax: (35) 3449-2141

Site: www.univas.edu.br 

E-mail: univas@univas.edu.br 

Faculdade Setelagoana de Ciências Gerenciais

Cidade: Sete Lagoas - MG

Praça Tiradentes, 34 - CEP: 35700-037

Fone: (31) 3774 9991

Fax: (31) 3774 9991

Site: - E-mail: jcarlos@maxilink.com.br 

Faculdade CENECISTA DE SETE LAGOAS

Cidade: Sete Lagoas - MG

Rua Otoni Alves Costa, 134 - Jardim Arizona - CEP: 35700-364

Fone: (31) 3772-7070

Fax: (31) 3774-8426

Site: www.fcsl.edu.br 

E-mail: cenecista@mrnet.com.br 

Faculdade PROMOVE DE SETE LAGOAS

Cidade: Sete Lagoas - MG

Av. Villa Lobos, 730 - Mangabeiras - CEP: 35700-068

Fone: (31) 3772-0333

Fax: (31) 3774-5050

Site: www.faculdadepromove.br

E-mail: faculdade7lagoas@promove.com.br 

UNIVERSIDADE DE UBERABA

Cidade: Uberaba - MG

Av. Nene Sabino, 1801 - Bairro Universitário - CEP: 38055-500

Fone: (34) 3319-8800

Fax: (34) 3314-8970

Site: www.uniube.br

E-mail: ana.oliveira@uniube.br

CENTRO UNIVERSITÁRIO DO TRIÂNGULO

Turismo e Hotelaria

Cidade: Uberlândia - MG

Rua Rafael Marino Neto, 600 - Bairro Jardim Karaíba - CEP: 38411-186

Fone: (34) 3239-9600

Fax: (34) 3214-9321

Site: www.unitmg.com.br

E-mail: unit@facintr.com.br

Um Abraço e até o próximo post!

Continue lendo >>

CÉSAR RITZ O PAI DA HOTELARIA MODERNA

César Ritz (23 de fevereiro de 1850 - 24 de Outubro de 1918) considerado o pai da hotelaria moderna, desde muito jovem ocupou todos os postos de trabalho possíveis em um hotel até chegar a gerente de um dos maiores hotéis de seu tempo.

Cézar Ritz o rei dos hoteleiros e o hoteleiro dos reis

Melhorou todos os serviços do hotel, criou a figura do somellier, introduziu o banheiro nas unidades habitacionais (UHs) criando as suítes, revolucionando a administração, Além de converter os hotéis decadentes nos melhores da Europa, o que lhe gerou o pseudônimo de “mago”.

Breve Biografia

Ritz nasceu em Niederwald, Suíça, em uma família de agricultores. Ele começou sua carreira no Le Splendide, um hotel em Paris e foi maître d'hôtel no Chez Voisin, um restaurante que fechou após a guerra franco-prussiana de 1870.

Em 1878, tornou-se o gerente do Hotel Grand National em Lucerna, acumulando a mesma posição no Grand Hotel, em Mônaco até 1888.

Pioneiro no desenvolvimento da hotelaria de luxo, ele sabia como atrair clientes ricos e rapidamente ganhou uma reputação de bom gosto e elegância.

Hotéis Ritz luxo e requinte

Em 1888, ele abriu um restaurante com Auguste Escoffier em Baden-Baden, e em seguida ambos foram convidados por Richard D'Oyly Carte para se tornarem Gerente e Chef do primeiro Hotel Savoy, localizado em Londres. Posições que desempenharam de 1889 até 1897.

O Hotel Savoy sob o gerenciamento de Ritz foi um sucesso imediato, atraindo uma clientela distinta de endinheirados, encabeçada pelo príncipe de Gales.

Em 1897, César Ritz e Auguste Escoffier foram demitidos do Savoy. Ambos foram acusados de furtar mais de £ 3400 em vinhos e outras bebidas finas.

Hotel Ritz na Place Vendôme, em Paris, França

Em 1898, César inaugurou o célebre Hotel Ritz na Place Vendôme, em Paris, França. Em seguida (1906) abriu o Hotel Ritz em Londres, que se tornou um dos pontos de encontro mais populares da época, para os ricos e famosos.

Em 1910 abriu em Madri, Espanha, mais um Hotel Ritz, este seria inspirado pelo desejo do Rei Afonso XIII de construir um hotel de luxo para rivalizar o centro da cidade.

Ritz desfrutou de uma longa parceria com Escoffier, o famoso chef francês e pai da moderna cozinha francesa. A parceria durou até quando Ritz teve de se aposentar em 1907 devido à deterioração da saúde.

Chef Auguste Escoffier Parceiro de Ritz durante toda a vida

Ritz morreu em Küssnacht, perto de Lucerna, na Suíça, aos 68 anos de idade. Ele foi enterrado na cidade de seu nascimento.

Contribuições Para a Hotelaria

A importância de Ritz está na criação de um novo conceito de hotel, estabelecendo um serviço completo e personalizado.

Ele é quem fixa o mínimo necessário para uma unidade habitacional, desenvolve o conceito de quartos espaçosos, com decoração exímia (cortinas, tapetes, penteadeiras), generaliza a prática do banheiro em cada unidade, utiliza a iluminação indireta e substitui os papéis de parede por paredes pintadas, inicia a atenção dirigida ao cliente com o serviço de quarto centralizado na recepção.

Suíte do Grand Hotel National localizado em Lucerna, Suíça

Outra grande contribuição de César Ritz é na área de gastronomia. Ele transforma os antigos refeitórios em luxuosos restaurantes, comandados pelo chef Auguste Escoffier, e famosos pela coleção de vinhos, as mesas dos restaurantes são para poucas pessoas e o ambiente é altamente refinado.

A criação da diferenciação hierárquica para o pessoal de serviço por meio de uniformes também é de autoria de Ritz.

Um Hotel Ritz é sinônimo de luxo onde qualquer hóspede pode ter certeza da qualidade do serviço que irá encontrar.

Um abraço e até o próximo post!

Continue lendo >>

quinta-feira, 11 de março de 2010

TURISMO E SUSTENTABILIDADE – UMA VISÃO HOLÍSTICA

A atividade turística caracteriza-se, nesta entrada de milênio, como forte fenômeno em expansão, capaz de provocar alterações generalizadas no modo de como as pessoas vêem o mundo e com ele se relacionam.

Turismo fonte geradora de emprego e renda

A palavra chave para o deslanche do setor na era global é a sustentabilidade, que tem como meta a implantação de projetos estratégicos que assegurem a viabilidade a longo prazo e reconheçam a necessidade de desenvolver políticas conducentes à conservação da natureza em geral e dos seus valores naturais e culturais, bem como o estímulo do desenvolvimento sócio-econômico das suas populações que permitam uma efetiva implantação do turismo sustentável.

Além da formação e oferta do produto turístico é fundamental implantar um rígido planejamento estratégico que assegure sua continuidade e beneficie principalmente a população residente, evitando assim, saturação e crises.

Quando mal trabalhada, a atividade turística, mesmo que bem intencionada pode provocar impactos sociais, econômicos, culturais e ambientais negativos na mesma velocidade e intensidade de sua expansão.

Etapas do planejamento

O turismo sustentável tem dimensões políticas e culturais, o que nos remete a uma preocupação com o presente e o futuro das sociedades locais, com a produção e consumo dos serviços, com a conservação e preservação dos ecossistemas e com o resgate da sua cultura.

Um destino turístico pode ser criado num processo de geração espontânea, gradual, não planejada, ou pode resultar de um processo intencional, planejado. É imperativo que se faça um planejamento de longo prazo e que beneficie principalmente a população local.

O equilíbrio entre o turismo e o meio ambiente, em que o segundo se constitui a matéria-prima para o primeiro, precisa ser regulado e disciplinado para que haja entre ambos um relacionamento harmonioso.

Dimensões do turismo sustentável

É fundamental que se desenvolva a educação ambiental nas comunidades receptoras e é imprescindível que os turistas desenvolvam comportamentos sociais mais responsáveis e atitudes preservacionistas durante suas viagens, pois o homem urbano agredido em seu próprio meio, passa a agredir os ambientes alheios.

O turismo vem sendo considerado o setor de maior desenvolvimento econômico, social e cultural nos últimos anos, e pode ser uma via natural para o progresso de locais pouco desenvolvidos, pois permite uma diversificação de atividades, o desenvolvimento de novos serviços e a valorização de suas produções.

Além de rendimentos suplementares o turismo produz melhorias na infra-estrutura e nos serviços de apoio. Se bem planejado e gerido, poderá fomentar a eficiência econômica e a justiça social para a geração de empregos.

Geração de empregos

E para esse objetivo, é necessário efetivamente uma interface chamada planejamento do turismo, idealizada e executada por profissionais conscientes com formação humanística e ampla visão social.

O primeiro passo a ser priorizado deve ser a democratização das relações entre administração pública e sociedade civil, provocando uma discussão política local, onde se possibilite a expressão criativa da população "interessada" visando identificar os problemas e os interesses específicos das comunidades e discutir abertamente possíveis soluções.

O desenvolvimento deve ser discutido em todos os aspectos no seio da comunidade, não apenas utilizando mecanismos convencionais de representação, construindo assim, a base para todo o projeto de desenvolvimento sustentável.

Crescimento racional da atividade turística

A busca do equilíbrio necessário para o progresso harmônico da atividade turística contribui para a fixação do homem em sua própria comunidade, beneficia a conservação, a valorização e proteção de seu patrimônio histórico e cultural, auxiliando na divulgação de sua identidade.

A atividade turística deve estar ancorada no princípio da distribuição de renda e de bens, no principio da igualdade de direitos à dignidade humana e no princípio de solidariedade dos laços sociais, para que o desenvolvimento aconteça em pleno respeito pelas tradições e aspirações econômicas e sociais, valorizando a recuperação do patrimônio existente, passível de utilização pela atividade turística e promovendo a criação de uma oferta integrada com os objetivos de lazer e recreio não nocivos para o meio natural e compatíveis com a sua preservação.

Um abraço e até o próximo post!

Continue lendo >>

terça-feira, 9 de março de 2010

CIDADES REORGANIZADAS EM FUNÇÃO DO TURISMO

São lugares que, por contar com atributos físicos, recursos históricos e culturais, passam por uma transformação no sentido de se moldarem às exigências do turismo e do turista.

Tiradentes exemplo de reorganização em função do turismo

A reorganização pode se dar por diferentes motivos, que vão desde o planejamento prévio e intencional, em razão da nova exploração (desejada pelo poder público), chegando até a verificação de uma demanda crescente que leva à necessidade do ordenamento, ou mesmo da descoberta do lugar pela iniciativa provada na intenção da exploração turística.

Ela é trazida por investimentos em infra-estrutura, obras de recuperação, criação de serviços, melhoria do paisagismo, que mudam a feição local e o estilo de vida da população.

Para demonstrar essa realidade, aponta-se a cidade de Tiradentes, distante 190 km de Belo Horizonte, localizada a 800 metros de altitude, ao pé da Serra de São José.

Tiradentes município turístico de Minas Gerais

A cidade é conhecida em virtude da sua ligação com o movimento de Inconfidência Mineira e do apogeu atingido nos séculos XVII e XVIII. Desse período recebeu uma herança que lhe tem conferido atratividade suficiente para ser explorada pela atividade turística.

Como muitas cidades históricas do interior de Minas, atravessou várias crises muitos anos. Entre as décadas de 1970 e 1980, dois visitantes, que ali estiveram, vislumbraram um futuro promissor para a cidade e começaram a investir no turismo local (Revista TURISMOE VIAGEM, 1997:30).

Tiradentes é hoje um dos principais destinos turísticos do Brasil

Segundo alguns moradores, mesmo não contando com o apoio efetivo da prefeitura, Tiradentes foi sendo remodelada, a partir da década de 1990, com investimentos em equipamentos e serviços feitos por empresários vindos de fora. Em 2001, a cidade tinha mais de 50 hotéis e pousadas, 25 restaurantes, onde o visitante podia encontrar desde a comida típica mineira até as culinárias italiana e francesa.

Em contrapartida, as diárias dos hotéis giravam em torno de R$ 100,00 a R$ 250,00, conforme a temporada, sendo que em uma casa no centro histórico passou a valer mais de R$ 100.000,00. Verificou-se, também, que muitos artistas, entre pintores e escultores, resolveram fixar residência, inclusive alguns provenientes do exterior.

Requinte gastronômico

É certo que o conjunto de investimentos proporcionou a reabilitação da cidade histórica, que se não fosse isso, estaria completamente descaracterizada ou mesmo destruída, como se tem observado em outras cidades do interior mineiro.

Não se pode negar que a reorganização promoveu o desenvolvimento econômico da antiga vila. Porém, é preciso salientar que esse movimento provocou também a exclusão e a segregação de uma boa parte da população nativa, tendo em vista que a atividade turística aí desenvolvida foi direcionada para atingir uma classe superior de turistas.

Maria Fumaça que liga Tiradentes a São João Del-Rey

O aumento exagerado dos aluguéis no centro da cidade, onde ocorre a circulação do dinheiro expulsa dali o antigo comércio, sendo de se notar que o fato de artistas famosos se instalarem na cidade, em busca de clientela abastada, muitas vezes rouba o espaço que poderia ser ocupado pelo artesão local.

As análises dos espaços turísticos devem contemplar todos esses fatores para identificar até que ponto a produção e o consumo do espaço dos municípios têm sido um fator de desenvolvimentos econômicos e social para as comunidades locais.

Um abraço e até o próximo post!

Continue lendo >>

  ©TURISMO CRIATIVO - Todos os direitos reservados.